DAMODAR-LILA E OS TIPOS DE AMOR

4 Novembro, 2015
Govardhan, India
Mês de Kartik
Ouça o áudio da aula aqui



Neste mês de Kartika, falamos a respeito da ocasião na qual Krsna foi amarrado por Mãe Yasoda. Diferentes Vaisnavas deram belos exemplos narrando este passatempo de Damodara. Durante muitos anos, da boca de Srila Gurudeva temos ouvido esse passatempo. Mãe Yasoda amarra Krsna com uma pequena corda a um pilão, muito facilmente. Nós ouvimos esse passatempo. Sri Krsna é a Suprema Personalidade de Deus, glorificado nos Vedas e nos Upanisads, os grandes semideuses O glorificam.

Em Vrndavana, Gokula, Ele é amarrado pela corda de Mãe Yasoda. Ouvimos esse passatempo, como Mãe Yasoda O amarrou. Krsna tem grande afeição pelos Seus devotos, por isso Ele aceita que Mãe Yasoda O amarre. Todas as vezes que Mãe Yasoda tentava amarrar Krsna, sempre faltavam dois dedos na corda. 

É descrito que, se recebermos a misericórdia de Bhagavan, poderemos alcançar Bhagavan. Na verdade, a prática e a misericórdia, ambas são necessárias. Simplesmente por praticar, não alcançamos Bhagavan. Também precisamos da Sua misericórdia. Até que façamos serviço devocional, não alcançaremos a misericórdia. Então são necessárias a misericórdia e a prática. Caitanya Mahaprabhu, em sua viagem pelo sul, deu os exemplos das lógicas do gato e do macaco. O gatinho filhote está muito seguro na boca de sua mãe. Ela o carrega com a boca e ele é totalmente dependente da mãe. Onde ela o leva ele vai, [pois] nos primeiros dias de vida ele não abre os olhos. Mas a macaca nunca leva o seu bebê. É ele que tem que se segurar nela. 

Os macacos bebê são, portanto, o exemplo de sadhana e o gato é o exemplo da misericórdia de Bhagavan. Ambos são necessários. A nossa filosofia Gaudiya é mais inclinada à lógica do macaco, mais dependentes do sadhana do que da misericórdia. Apesar de ambos serem necessários, estamos mais inclinados à lógica do macaco. [Assim], o coração de Bhagavan vai derreter e Ele vai jogar a sua misericórdia sobre nós. Primeiro, então, vamos pela lógica do macaco e não ir primeiro pela lógica do gato, não vamos esperar pela misericórdia de Bhagavan primeiro e depois fazer alguma coisa.

Os dois filhos de Kuvera, por exemplo, eram muito inflados de orgulho, tinham muito orgulho da sua riqueza, estavam sempre em intoxicação. Algumas pessoas possuem orgulho de sua beleza, outras de seu conhecimento, outras de sua beleza e outras da própria riqueza. Mas o orgulho da riqueza é pior que o orgulho da beleza. Esses dois filhos [de Kuvera] eram muito ricos e muito orgulhosos disso.

(...)

Eu perguntei: “Pujari, quem é superior a você?” E ele disse: “O templo é superior a mim e a terra é superior ao templo, porque o templo está descansando na terra. Ananta-sesa é superior à terra, pois carrega a terra na cabeça, como uma semente de mostarda.” Porque Ananta-sesa é como uma cobra. “Ananta-sesa é superior ao Senhor Siva”. “Não, Siva é superior, porque Ele carrega Ananta-sesa no Seu pescoço”. Então ele disse: “O Senhor Siva, intoxicado com ganja e tanta bebida alcoólica, mesmo assim consegue se manter em pé”. Apesar da intoxicação, quem consegue se manter em pé é uma grande pessoa. Isso é apenas uma piada.

Algumas pessoas que estudam gramática e sânscrito pensam que se tornaram grandes eruditos. Se você conseguir um pouquinho de riqueza, vai achar que é muito grande. O que são essas coisas? Na verdade elas são opostas à devoção. 

Os dois filhos de Kuvera eram totalmente orgulhosos de sua riqueza. Eles também são jovens e têm boa aparência. Eles desfrutam com as apsaras (donzelas celestiais), muito belas. [Um dia], Narada Muni passou por eles e eles, ao vê-lo, não deram importância. Eles estavam no Ganges, nus. As moças cobriram seus corpos com saris e blusas, mas os dois não se cobriram apesar de vê-lo. As moças ficaram embaraçadas e deixaram o local. Mas eles ficaram bravos por ele estragar a diversão deles. Narada Muni viu a condição no coração dos dois. 

O coração de Bhagavan derrete ao ver o sofrimento de Seus devotos. Narada Rsi vê essas entidades vivas, elas não estão fazendo nenhum serviço devocional e estão totalmente enlouquecidas na gratificação dos sentidos. Mas tais entidades vivas tolas devem ser “punidas”.

“Vocês não sabem como respeitar os sadhus. Vocês vão nascer como árvores, que ficam em um local somente e toleram fome, sede, calor, frio, chuva, ciclone”. Mas Narada Muni também deu alguma misericórdia. Imediatamente os dois receberam sukrti, visão e inteligência, e eles imediatamente começaram a pedir clemência a ele. Mas Narada disse que já os havia amaldiçoado. O coração do devoto é como manteiga. Tulasi Das diz, se você tocar a manteiga com as mãos, o calor do corpo vai fazer a manteiga derreter. Assim como o coração do sadhu que ao ver a aflição de alguém, tem seu coração derretido e fica inclinado a dar misericórdia a essa pessoa. Como livrar essas pessoas do mundo material, esse é o desejo do sadhu.

Narada Muni manifesta a misericórdia. Ele dispensou a misericórdia a esses dois moços. E ele deu também um alívio da maldição. “Vocês vão virar árvores, mas a boa notícia é que Bhagavan vai liberá-los e vocês vão virar eternos associados de Krsna em Goloka Vrndavana e serão conhecidos como Madhukanta e Snigdhakanta. Madhukanta vai glorificar os passatempos de Radharani e Snigdhakanta vai glorificar os passatempos de Krsna. Eles receberam a benção como maldição, menos maldição do que benção.

Desta forma, eles nasceram como duas árvores arjuna gêmeas. A casca dessa árvore arjuna, o tronco, é muito bom para o coração. Se você ferver, nunca terá um ataque do coração. Quando, portanto, Mãe Yasoda amarrou Krsna ao pilão, e os sakhas vieram, começaram a brincar com Krsna. Os acaryas dizem que Krsna estava infeliz – “minha mãe me amarrou” – e lágrimas caiam de seus olhos.

Jiva Gosvami escreve nos Sandarbhas sobre o coração das gopis. Às vezes o amor se manifesta apenas por ver ou ouvir. Os acaryas explicam que o amor de Kubja possui sadharani-rati. Quando ela olha para Krsna, começa a puxar o dhoti Dele – Venha comigo! Venha comigo! Vamos desfrutar - Isso é sadharani-rati. Não há muito o humor de separação. Aya ram gaya ram, significa que é apenas a satisfação corporal, apenas o desejo de satisfazer o próprio corpo e a luxúria, isto está presente ali de forma primária.'

Uma vez, perguntei a uma moça: “Porque você esta fazendo guirlandas? O que você vai fazer se Krsna não vier?” Ela respondeu: “Não tem problema, se ele não vier, pegarei as flores, colocarei um pouco de água, mergulho na farinha de grão de bico e faço pakoras com elas pra eu comer. Se Krsna vier, eu ofereço a guirlanda para Ele”. Isso não é prema! Isso é sadharani-rati, apego por Krsna. Mas ainda assim, o amor de Kubja é chamado amor, porque o apego dela é apenas por Krsna. Ela não está interessada em reis ou outros homens belos. Ela tem devoção pura por Krsna, mas ela quer apenas a sua própria satisfação corpórea.

Mas você pode ver que, especialmente Rukmini e todas as outras rainhas de Krsna, as 16.108 rainhas, têm outro tipo de prema. Rukmini ouve que Krsna é muito belo, tem braços muitos forte, tem muita compaixão, uma compleição da safira azul e ouvindo isso ela fica muito apegada a Krsna. Ela não tinha amor por Krsna antes de ouvir Narada, mas depois dessa descrição, ela desenvolve apego por Krsna. Ela escreve uma carta de amor para Krsna. Ela manda um brahmana de Maharastra para Dwaraka. O brahmana mandado por Rukmini aparece em nossa sampradaya, na Madhva-sampradaya. O amor entre Rukmini e Krsna é muito superior ao de Kubja por Krsna. Mas eles têm filhos. Todas as rainhas de Krsna têm dez filhos e uma filha. Por que? Porque que Ele deu onze filhos a todas? Por que Ele gosta de Ekadasi! (risos). Para ter igualdade, para elas não ficarem brigando entre si – “porque você tem mais e eu menos?”

Então, esse prema é chamado prema-vaicitya-viraha. Às vezes encontramos prema-vaicitya-viraha e outras vezes encontramos um prema inferior com anuraga apenas, como nas rainhas de Dwaraka. Estas falam com o passarinho cuco, por vezes estão nadando com Krsna, e mesmo assim sentem separação. Prema. Neste mês de Kartika, falamos a respeito da ocasião na qual Krsna foi amarrado por Mãe Yasoda. 

Diferentes Vaisnavas deram belos exemplos narrando este passatempo de Damodara. Durante muitos anos, da boca de Srila Gurudeva temos ouvido esse passatempo. Mãe Yasoda amarra Krsna com uma pequena corda a um pilão, muito facilmente. Nós ouvimos esse passatempo. Sri Krsna é a Suprema Personalidade de Deus, glorificado nos Vedas e nos Upanisads, os grandes semideuses O glorificam. 

Em Vrndavana, Gokula, Ele é amarrado pela corda de Mãe Yasoda. Ouvimos esse passatempo, como Mãe Yasoda O amarrou. Krsna tem grande afeição pelos Seus devotos, por isso Ele aceita que Mãe Yasoda O amarre. Todas as vezes que Mãe Yasoda tentava amarrar Krsna, sempre faltavam dois dedos na corda. É descrito que, se recebermos a misericórdia de Bhagavan, poderemos alcançar Bhagavan. 

Na verdade, a prática e a misericórdia, ambas são necessárias. Simplesmente por praticar, não alcançamos Bhagavan. Também precisamos da Sua misericórdia. Até que façamos serviço devocional, não alcançaremos a misericórdia. Então são necessárias a misericórdia e a prática. Caitanya Mahaprabhu, em sua viagem pelo sul, deu os exemplos das lógicas do gato e do macaco. O gatinho filhote está muito seguro na boca de sua mãe. Ela o carrega com a boca e ele é totalmente dependente da mãe. Onde ela o leva ele vai, [pois] nos primeiros dias de vida ele não abre os olhos. Mas a macaca nunca leva o seu bebê. É ele que tem que se segurar nela. Os macacos bebê são, portanto, o exemplo de sadhana e o gato é o exemplo da misericórdia de Bhagavan. Ambos são necessários. 

A nossa filosofia Gaudiya é mais inclinada à lógica do macaco, mais dependentes do sadhana do que da misericórdia. Apesar de ambos serem necessários, estamos mais inclinados à lógica do macaco. [Assim], o coração de Bhagavan vai derreter e Ele vai jogar a sua misericórdia sobre nós. Primeiro, então, vamos pela lógica do macaco e não ir primeiro pela lógica do gato, não vamos esperar pela misericórdia de Bhagavan primeiro e depois fazer alguma coisa. 

Os dois filhos de Kuvera, por exemplo, eram muito inflados de orgulho, tinham muito orgulho da sua riqueza, estavam sempre em intoxicação. Algumas pessoas possuem orgulho de sua beleza, outras de seu conhecimento, outras de sua beleza e outras da própria riqueza. Mas o orgulho da riqueza é pior que o orgulho da beleza. Esses dois filhos [de Kuvera] eram muito ricos e muito orgulhosos disso. (...) Eu perguntei: “Pujari, quem é superior a você?” E ele disse: “O templo é superior a mim e a terra é superior ao templo, porque o templo está descansando na terra. Ananta-sesa é superior à terra, pois carrega a terra na cabeça, como uma semente de mostarda.” Porque Ananta-sesa é como uma cobra. “Ananta-sesa é superior ao Senhor Siva”. “Não, Siva é superior, porque Ele carrega Ananta-sesa no Seu pescoço”. Então ele disse: “O Senhor Siva, intoxicado com ganja e tanta bebida alcoólica, mesmo assim consegue se manter em pé”. Apesar da intoxicação, quem consegue se manter em pé é uma grande pessoa. Isso é apenas uma piada. 

Algumas pessoas que estudam gramática e sânscrito pensam que se tornaram grandes eruditos. Se você conseguir um pouquinho de riqueza, vai achar que é muito grande. O que são essas coisas? Na verdade elas são opostas à devoção. Os dois filhos de Kuvera eram totalmente orgulhosos de sua riqueza. Eles também são jovens e têm boa aparência. Eles desfrutam com as apsaras (donzelas celestiais), muito belas. [Um dia], Narada Muni passou por eles e eles, ao vê-lo, não deram importância. Eles estavam no Ganges, nus. As moças cobriram seus corpos com saris e blusas, mas os dois não se cobriram apesar de vê-lo. As moças ficaram embaraçadas e deixaram o local. Mas eles ficaram bravos por ele estragar a diversão deles. Narada Muni viu a condição no coração dos dois.

O coração de Bhagavan derrete ao ver o sofrimento de Seus devotos. Narada Rsi vê essas entidades vivas, elas não estão fazendo nenhum serviço devocional e estão totalmente enlouquecidas na gratificação dos sentidos. Mas tais entidades vivas tolas devem ser “punidas”. “Vocês não sabem como respeitar os sadhus. Vocês vão nascer como árvores, que ficam em um local somente e toleram fome, sede, calor, frio, chuva, ciclone”. Mas Narada Muni também deu alguma misericórdia. Imediatamente os dois receberam sukrti, visão e inteligência, e eles imediatamente começaram a pedir clemência a ele. Mas Narada disse que já os havia amaldiçoado. 

O coração do devoto é como manteiga. Tulasi Das diz, se você tocar a manteiga com as mãos, o calor do corpo vai fazer a manteiga derreter. Assim como o coração do sadhu que ao ver a aflição de alguém, tem seu coração derretido e fica inclinado a dar misericórdia a essa pessoa. Como livrar essas pessoas do mundo material, esse é o desejo do sadhu. Narada Muni manifesta a misericórdia. Ele dispensou a misericórdia a esses dois moços. E ele deu também um alívio da maldição. “Vocês vão virar árvores, mas a boa notícia é que Bhagavan vai liberá-los e vocês vão virar eternos associados de Krsna em Goloka Vrndavana e serão conhecidos como Madhukanta e Snigdhakanta. Madhukanta vai glorificar os passatempos de Radharani e Snigdhakanta vai glorificar os passatempos de Krsna. Eles receberam a benção como maldição, menos maldição do que benção.

Desta forma, eles nasceram como duas árvores arjuna gêmeas. A casca dessa árvore arjuna, o tronco, é muito bom para o coração. Se você ferver, nunca terá um ataque do coração. Quando, portanto, Mãe Yasoda amarrou Krsna ao pilão, e os sakhas vieram, começaram a brincar com Krsna. Os acaryas dizem que Krsna estava infeliz – “minha mãe me amarrou” – e lágrimas caiam de seus olhos. 

Jiva Gosvami escreve nos Sandarbhas sobre o coração das gopis. Às vezes o amor se manifesta apenas por ver ou ouvir. Os acaryas explicam que o amor de Kubja possui sadharani-rati. Quando ela olha para Krsna, começa a puxar o dhoti Dele – Venha comigo! Venha comigo! Vamos desfrutar - Isso é sadharani-rati. Não há muito o humor de separação. Aya ram gaya ram, significa que é apenas a satisfação corporal, apenas o desejo de satisfazer o próprio corpo e a luxúria, isto está presente ali de forma primária. Uma vez, perguntei a uma moça: “Porque você esta fazendo guirlandas? O que você vai fazer se Krsna não vier?” Ela respondeu: “Não tem problema, se ele não vier, pegarei as flores, colocarei um pouco de água, mergulho na farinha de grão de bico e faço pakoras com elas pra eu comer. Se Krsna vier, eu ofereço a guirlanda para Ele”. Isso não é prema! Isso é sadharani-rati, apego por Krsna. Mas ainda assim, o amor de Kubja é chamado amor, porque o apego dela é apenas por Krsna. Ela não está interessada em reis ou outros homens belos. Ela tem devoção pura por Krsna, mas ela quer apenas a sua própria satisfação corpórea.  Mas você pode ver que, especialmente Rukmini e todas as outras rainhas de Krsna, as 16.108 rainhas, têm outro tipo de prema. 

Rukmini ouve que Krsna é muito belo, tem braços muitos forte, tem muita compaixão, uma compleição da safira azul e ouvindo isso ela fica muito apegada a Krsna. Ela não tinha amor por Krsna antes de ouvir Narada, mas depois dessa descrição, ela desenvolve apego por Krsna. Ela escreve uma carta de amor para Krsna. Ela manda um brahmana de Maharastra para Dwaraka. O brahmana mandado por Rukmini aparece em nossa sampradaya, na Madhva-sampradaya. O amor entre Rukmini e Krsna é muito superior ao de Kubja por Krsna. Mas eles têm filhos. Todas as rainhas de Krsna têm dez filhos e uma filha. Por que? Porque que Ele deu onze filhos a todas? Por que Ele gosta de Ekadasi! (risos). Para ter igualdade, para elas não ficarem brigando entre si – “porque você tem mais e eu menos?” Então, esse prema é chamado prema-vaicitya-viraha. 

Às vezes encontramos prema-vaicitya-viraha e outras vezes encontramos um prema inferior com anuraga apenas, como nas rainhas de Dwaraka. Estas falam com o passarinho cuco, por vezes estão nadando com Krsna, e mesmo assim sentem separação. Prema-vaicitya-viraha é um tipo de separação no estágio de anuraga, visto apenas em rainhas como Satyabhama e Rukmini. As sadhana-siddha-gopis têm as bênçãos de Krsna. Krsna rouba as roupas delas. Mas as bênçãos devem ser dadas e a adoração a Katyayni deve ser feita por sadhana-siddha-gopis. 

Especialmente alguns sadhus, na floresta de Dandakaranya, cantam o gopal-mantra, mas não recebem ruci. Porém, ao verem a afeição de Sita devi por Rama, eles desenvolvem udhipana pelo seu seva e rapidamente o gopal-mantra-sadhana se torna exitoso. Ao ter o darsan de Sita-Rama, eles nascem em Vraja como sadhana-siddha-gopis. E as nitya-siddha-gopis como Radha, Lalita e Visaka desenvolvem compaixão pelas sadhana-siddha-gopis, assim como com as princesas do palácio de Janak Maharaj, as irmãs de Sita que queriam se casar com Rama e também outras gopis, como as que [fizeram austeridades na floresta de Dandakaranya na forma de sadhus e recebem esta compaixão de Radharani, Lalita e Visaka. Pela misericórdia delas, essas gopis recebem a chance de dançar com Krsna na rasa-lila. E para onde Krsna as mandou? Para Goloka Vrndavana. Elas se tornaram madhu-snigdha-kanta. Madhu é mel. Possuem uma voz muito doce como mel. Snighda-kanta é aquela cuja voz é muito charmosa. Então, elas se tornaram eternas associadas de Radha-Krsna. 

Bolo Vrndavana-bihari-lali Ki Jay! Jay Jay Sri Radhe!

(Transcrição: Sita devi dasi. Revisão: Raghu nandan das)