Os diferentes tipos de devotos do Senhor


11 de junho de 2016
Assista a aula aqui (com tradução), ou aqui (original em inglês)


Em minha aula anterior, falei sobre os diferentes tipos de devotos de Deus. O Senhor é denominado rasa samudra, isto é, um oceano de doçuras. No Bhakti Rasamrta Sindhu, Srila Rupa Gosvamipada compôs o seguinte verso, em seu sloka de invocação:


akhila-rasamrta-murtih prasrmara-
ruci-ruddha-taraka palih
kalita-syama-lalito
radha-preyan vidhur jayati

Aqui se diz que, embora Krishna seja um oceano de rasa, Ele saboreia todos os tipos de doçuras mediante os corações de Seus diferentes devotos.

Por exemplo, toda sorte de joias pode ser encontrada no oceano, e disso se dá o termo ratna kor – o qual significa que todas as joias vêm do oceano. Da mesma maneira, os devotos são capazes de mergulhar no fundo do oceano e resgatar várias dessas joias. Da mesma forma, apesar do Senhor, Bhagavan, ser akhila rasamrta sindhu, o oceano de todos os tipos de doçuras, ele saboreia essas doçuras, rasas, do coração de seu devoto.

Anteriormente também expliquei sobre o fato de Deus ter inúmeros devotos – ananta bhaktas. Alguns cujos humores caracterizam-se por santa (neutralidade), dasya (servidão), sakhya (amizade), vatsalya (parental) e outros cujo humor é madhurya rasa, isto é, que vivem um amor conjugal com Krishna. De acordo com os diferentes humores de Seus devotos, O Senhor também Se manifestará de formas distintas.

Por exemplo, o Senhor manifesta em Vaikuntha a Sua forma de Narayana, pois lá é caracterizado por santa – neutralidade, sendo esse o humor mais proeminente, enquanto dasya, o humor de serviço, é secundário.

Em Vaikuntha, há também servos eternos do Senhor, como Garuda e Visvaksena. Contudo, todos são caracterizados pelo humor de santa rasa, comportamento esse de neutralidade em relação a Deus. Eles não têm seva vrtti, isto é, tendência a servir. Eles só possuem nistha – uma fé firme e inabalável em seu Mestre. Isso porque eles sabem: “O meu Senhor é atma-rama e apta-kama”.

Apta-rama significa que Ele pode satisfazer todos os desejos, e atma-kama, que Ele é sempre auto satisfeito, não sentindo fome nem sede.

Portanto, de acordo com Sua lila, o Senhor aceita a oferenda dos Seus devotos. Em Vaikuntha, eles têm esse tipo de concepção e sentimento em seus corações [de que o Senhor é auto satisfeito], mas possuem também uma qualificação – fé firme e lealdade, sendo fixos em suas deidades adoráveis – ista-deva. Assim, eles pensam: “Quando Deus sentirá sede?”, e então Lhe oferecem água. Quando pensam: “O Senhor quer se sentar nas costas de alguém”, eles arranjam Garuda, o qual carrega Vishnu sobre suas costas.

O Senhor Narayana é capaz de se deslocar para qualquer lugar sem nenhum carregador, mas Ele deseja se sentar nas costas de Garuda, que é o carregador do Senhor Vishnu. Então, Garuda se senta, não muito próximo ao Senhor, um pouco longe dEle, e quando o Senhor ordenar: “Ei, Garuda, eu quero ir para algum local, e me sentar nas suas costas”, então Garuda está preparado, ao passo que O Senhor lhe dá uma ordem, Garuda logo se apressa e O obedece.

Portanto, esse tipo de sentimento que os Vaikuntha Bhaktas têm em relação ao Senhor denomina-se santa rasa, o  humor da neutralidade. Eles só possuem uma qualificação, nistha, em sua ista-deva, não existe mamata (possessividade) pela deidade adorável e nem pelo seu mestre.

Já os devotos situados na plataforma de dasya rasa são os que estão propensos à uma atitude de serviço. Por exemplo, em Ayodhya, ou Rama Loka, Hanuman serve ao Senhor Ramachandra. Por isso Deus se manifesta naquele local. Mas Hanuman possui nistha, isto é, fé firme e lealdade, além de seva vritti, tendência a servir ao seu Mestre. Dessa forma, Hanuman é chamado de kinkara, que significa, “como satisfazer o desejo do meu Senhor?”.
Hanuman está sempre pensando, “Como posso satisfazer os desejos de meu Senhor?”. Essa é a atitude de um servo.  Dia e noite ele serve ao seu mestre Ramachandra. Mas em seu coração, Hanuman sabe que Seu Senhor é a Suprema Pessoa Divina, Svayam Bhagavan. Em sânscrito diz-se que ele possui Bhagavat buddhi, ou seja, uma concepção de Deus em seu aspecto mais opulento.

Logo depois, sakhya rasa, o humor de amizade perfeita, encontra-se em Goloka Vrindavana. Subal, Sridama e todos os amigos de Krishna o servem de forma íntima. Eles realizam visrambhena seva, isto é, um serviço caracterizado por muita intimidade. Esses amigos de Krishna nunca pensam que Ele é Bhagavan. 

Subal e Sridhama nunca pensam em Krishna como Bhagavan, tampouco O vêem como alguém mais elevado que eles próprios. Às vezes, eles brigam uns com os outros, enquanto outras vezes, chegam num acordo, decidindo, “certo, então somos iguais!”. Sridhama costuma dizer, “O meu pai, Vrshabanu Maharaja, é dono de um milhão e cem mil vacas, mas o Seu pai, Krishna, é Nanda Maharaja, e ele tem  apenas 900 mil vacas!”. 

Da mesma forma, ora Subal e Sridhama sobem no ombro de Krishna, ora eles é que O carregam. Às vezes, eles dão até mesmo seus  remanentes a Krishna. Isso se chama sakhya bhava.

 Já na plataforma de vatsalya bhava em Vrndavana, Nanda e Yasoda nutrem a Krishna em Vrindavana, como se Ele fosse um bebê inocente. Por isso Paraksit Maharaja perguntou a Sukadeva Gosvamipada, no Srimad Bhagavatam: “Qual foi a vida passada de Nanda e Yasoda, para que agora eles tivessem Krishna como seu bebê?”. Em muitos momentos, Nanda Maharaja deu seus sapatos para Krishna, e Este carregava-os sobre Sua cabeça, enquanto outras vezes Nanda Maharaja não queria dar seus sapatos a Krishna, o que deixava-O triste e fazia-O chorar. Ele queria muito carregar o sapato de Seu pai, Nanda Maharaja, no topo de Sua cabeça. Brahma, Shiva, Narada, todos esses devotos exaltados e de alta classe estão ansiando poder simplesmente tocar a poeira dos pés de lótus de Krishna, enquanto que Ele próprio só deseja a poeira dos pés de lótus de Nanda e Yashoda.

Por isso, existe uma passagem no Bhagavatam que questiona: “O que Nanda e Yashoda fizeram para merecer a boa fortuna de terem Krishna como filho, o qual até mama no peito de mãe Yashoda?”. E também, Brahmaji recita um verso, surpreso, ele pensa que Krishna é Purna Brahma Sanatana Purusha. E Ele de fato o é – a Suprema Pessoa Divina. Brahma, Shiva, Narada, todos esses anseiam por apenas uma partícula da poeira dos pés de lótus de Krishna. Até mesmo os semideuses também vinham para Vrindavana, em busca dessa mesma poeira.

No shastra, explica-se que quando Krishna saía a pastorear as vacas nas florestas de Vrindavana, o chão ficava repleto de pegadas. Na poeira de Vrindavana via-se a marca dos pés de Krishna, assim, Brahma, Shiva e todos os semideuses mais elevados vinham e tocavam aquela poeira, além de que também adoravam às pegadas de Krishna. Há um verso nas escrituras onde se diz que graças à Vrindavana, as glórias sobre a Terra são ouvidas por todos os cantos, pois lá estão as pegadas de Krishna, as quais os semideuses adoram. Srila Sukadeva Gosvamipada diz a Pariksit Maharaja, “Como essa Vrindavana é bela! Ó Maharaja Pariksit, isso porque esta terra sagrada está decorada com as maravilhosas e auspiciosas pegadas dos pés de Krishna”.

No shastra é dito que para aquele que se lembra da marca dos pés do Senhor, todos os maus auspícios são completamente destruídos. Logo, nos Vedas, Puranas e Upanishads, a poeira dos pés de lótus de Krishna é constantemente glorificada, e ainda assim, Ele próprio e até Seu irmão mais velho, Balarama, anseiam pela poeira dos pés de Seus pais, Nanda Baba e Yashoda Mayi.

É parte da cultura védica que todos os dias pela manhã o filho toque nos pés de seus pais. Assim, Krishna e Balarama faziam isso diariamente.

Isso só acontece em Vrindavana pois Nanda e Yashoda estão sempre pensando a respeito de Krishna como seu bebê inocente. Esse é o humor de vatsalya – o sentimento do pai e da mãe pelo filho.

Além dessas lindas histórias, Sri Satyavrata Muni cita no Padma Purana o seguinte verso da canção Sri Damodarastakam: “itidrk sva-lilabhir ananda-kunde sva-ghosam nimajjantam akhyapayantam” – Krishna está constantemente mergulhando todos os habitantes de Vraja na bem-aventurança advinda de Suas atividades.

Já àqueles devotos cuja atração pelo Senhor dá-se por conta de Seu aspecto majestoso e opulento, Krishna diz: “Ó Meus caros aisvarya marga bhaktas, Eu não me satisfaço por ouvir seus stava stutis, ou seu serviço devocional, mas sim pelo amor divino de Meus devotos cujo humor é madhurya rasa, o humor de doçura de Braja”.

Ninguém é capaz de controlar Krishna por meio da reverência e do temor. Isso só se torna possível por meio de madhurya rasa. Assim, Subal e Sridhama abraçam Krishna; Nanda e Yasoda O amarram; e as gopis O controlam por meio do amor que sentem por Ele. Mas dentre sakhyavatsalya e madhurya, o sentimento das gopis e as lilas que Ele realiza junto delas são o que há de mais elevado.

Krishna manifesta muitas formas em Vaikuntha, Ayodhya, Dvaraka, Mathura e Goloka, mas dentre todas essas, as lilas de Vrindavana são as mais eminentes. Por isso, em sua glorificação aos devotos do Senhor, Srila Sanatana Goswamipada os dividiu em cinco categorias, que são:

1. jnani bhakta – Prahlada Maharaja;
2. sudha-bhakta – Ambarisa Maharaja;
3. premi-bhakta – Hanuman;
4. premapara-bhakta – Pandavas e;
5. premathura bhakta – Udhava.
Há enfim os vrajavasis, e dentre eles, as gopis são superiores. Além disso, dentre as gopis, a que mais se exalta é Srimati Radhika, a qual é bhakta mukuta mani - a joia da coroa de todos os devotos do Senhor.

Krishna realiza suas doces e mais elevadas atividades em Vrindavana e em outros planetas como um ser humano. Por isso, o Senhor Mahaprabhu disse a Sanatana Goswami, “Ó Sanatana, ouça sobre as doces atividades de Krishna, ouça a realidade sobre Ele, pois Ele é a verdade não dual e original. Entenda primeiro a respeito de Krishna-tattva, isto é, as verdades filosóficas sobre Krishna. Ele é advaya-jñana-para-tattva, ou seja, é aquele não é dual. Sendo apenas um, ainda assim Ele manifesta diversas formas em Vaikuntha, Ayodhya, Dvaraka, Mathura e Goloka Vrindavana. Ninguém é igual e nem superior a Krishna.”

No Vishnu Purana explica-se claramente, “Não há quem seja igual a Ele, quem dirá superior.” Pois Krishna é para-tattva – Bhagavan, a verdade suprema e absoluta. Além disso, Ele possui incontáveis potências (ananta-shakti), e dentre essas, três são especialmente importantes:

1. Cit shakti, Sua potência transcendental;
2. Jada shakti, a potência da matéria inerte e material
3. Jiva shakti, a potência da alma.

Por meio delas, o Senhor manifesta três mundos. Com Sua cit-shakti, Ele cria o mundo espiritual – Vaikuntha, Ayodhya, Dvaraka, Mathura e Goloka Vrindavana. Com Sua jada-shakti, Ele manifesta o mundo material e todas as coisas aqui presentes. E enfim com Sua jiva-shakti, também chamada tatastha-shakti (potência marginal ou intermediária), Krishna cria todos os seres vivos.

Aqui neste mundo material, todas as almas encontram-se iludidas por maya – a ilusão, conforme é dito por Krishna a Arjuna neste verso:

daivi hy esa gunamayi mama maya duratyaya
mam eva ye prapadyante mayam etam taranti te 
(Bhagavad-gita 7.14)

Ó Arjuna, minha potência ilusória chamada Maya, ou Maya shakti devi, é muito poderosa. Ninguém é capaz de sobrepuja-la, pois estão todos iludidos e sob influência dela. Mas aquele que se rende completamente aos Meus pés de lótus pode conquistá-la.

Todos devem aprender esse verso.

Muitas vezes, Krishna realiza Suas doces atividades com a ajuda de Yogamaya, como é explicado no primeiro verso do rasa lila katha, que se encontra no Srimad Bhagavatam – Sukadeva Goswamipada fala para Pariksit Maharaja sobre como Krishna é capaz de encobrir-se com sua potência interna, Yogamaya, que O ajuda em Suas atividades, enquanto Mahamaya encobre o coração da alma condicionada. O próprio Krishna explica sobre isso. 

Assim, a baddha jiva se esquece completamente de Krishna. Srila Krishnadasa Kaviraja Goswami explica em seu Sri Caitanya Caritamrta, neste mundo material a alma condicionada se torna totalmente iludida por Mahamaya, esquecendo-se por completo de sua identidade verdadeira, isto é, ela não se conhece enquanto alma. Por isso, Sanatana Goswamipada perguntou ao Senhor Caitanya Mahaprabhu, “Ke ami?”, ou seja, “Quem sou eu?”

Apenas por cantar os santos nomes, gradualmente os anarthas e tudo aquilo que é indesejável será removido do seu coração. Daí enfim se poderá compreender a respeito de sua forma verdadeira enquanto alma – siddha deha paricarya.

Não é necessário ir à sampradaya dos babajis para saber a respeito de sua verdadeira forma. Srila Bhaktisiddhanta Prabhupada, nosso guru varga e todos os gaudiya vaisnavas falam sobre isso. O processo perfeito para se conhecer nossa identidade espiritual, siddha deha, encontra-se no verso “trnad api sunicena, taror iva sahisnuna, amanina manadena, kirtaniya sadah hari”.

Gurudeva nos instruiu repetidas vezes, dizendo que devemos cantar os santos nomes, para assim podermos conhecer quem somos de fato. Mas isso se dará somente por cultivar tal comportamento: sendo sempre tão humilde quanto uma folha de grama, tolerante como uma árvore, nunca ansiando por prestígio e respeito a si mesmo, e ainda assim oferecendo respeito a todos.

Da mesma forma, Rupa Goswamipada explica em seu Sri Bhakti Rasamrta Sindhu sobre este caminho progressivo para se alcançar nosso siddha dehaAdau sraddha.... sadhu sangabhajana kriyanistharuciasaktibhava e prema – deve-se seguir estes passos, realizando bhajana e sadhana e servindo sempre a guru e vaisnavas.

Em apenas uma vida não é possível se alcançar prema ou bhava. Isso depende exclusivamente da velocidade do seu bhajana e sadhana. Para aqueles que já desenvolveram alguma prática em vidas prévias, o processo será mais rápido. Já para quem acaba de começar seu desenvolvimento, o processo levará tempo. São precisos muitos samskaras, isto é, boas impressões de vidas passadas.

Śrīla Viśvanātha Cakravartīpada explica que existem dois tipos de samskaras. Um é chamado adhuniki samskara; e o outro, pratuniki samskara.

Adhuniki são as impressões causadas pelas práticas espirituais realizadas nesta vida atual, já pratuniki são as impressões advindas de práticas realizadas em vidas prévias. Estas lhe ajudarão a desenvolver seu bhajana e sadhana muito rapidamente – talvez galopando como um cavalo e avançando ao longo dos estágios de sraddha à bhajana kriyanistharuciasaktibhava e prema. Tudo dependerá de seus samskaras. Portanto, pratuniki samskara é de suma importância.

Por cantar os santos nomes, gradualmente se obterá a compreensão necessária.

Sadhu sanganama sankirtana. Existem dois tipos de sadhubhakta sadhu e bhagavat sadhu. O bhakta sadhu é o devoto do Senhor, enquanto bhagavat sadhu ou grantha sadhu são as escrituras, como os Vedas, Srimad Bhagavatam, Caitanya Caritamrta, entre outros.

Nunca critique os sadhus nem se aproxime daqueles que os critiquem. 

Assim, desenvolva seu bhajana e sadhana, avançando passo a passo por cada estágio. Dessa forma, bhakti lata – a trepadeira de serviço devocional – irá crescer e se manifestar. O senhor Chaitanya Mahaprabhu disse: “enquanto vagam por este ciclo de repetidos nascimentos e mortes, almas extremamente afortunadas irão obter bhakti lata bija, ou seja, a semente da trepadeira do serviço devocional”.

O conceito por trás deste termo – semente da trepadeira do serviço devocional – vem de Krishna seva vasana, ou seja, o desejo de servir a Krishna. A baddha jiva anseia naturalmente servir aos objetos materiais, mas pela misericórdia imotivada de guru e Krishna, ela recebe o desejo de servir ao suddha-bhakta, a guru e Krishna.

Logo, ao desenvolver seva vasana, obtém-se automaticamente o costume de ler diariamente o Srimad Bhagavatam e estar na companhia do sadhu. Dessa forma, bhakti lata presente no coração da jiva irá crescer e atravessar as barreiras do mundo material, passando por brahma loka – onde vivem todos os impersonalistas que desejam fundir-se no brahman; sada shiva loka – onde habita o Senhor Sada Shiva; Vaikuntha Loka; Ayodhya; Dvaraka; Mathura; e por fim, Goloka Vrindavana.

Já em Vrindavana, essa trepadeira do serviço devocional irá manifestar cinco galhos: santadasyasakhyavatsalya e madhurya. A partir daí, deve-se podar os galhos, como faria um jardineiro. Destes cinco galhos, quatro serão podados – santadasyasakhya e vatsalya -, restando somente um: madhurya rasa – o amor das gopis. Nesse estágio, uma linda flor e um fruto nascem sobre o topo da trepadeira. Quando este fruto amadurece, ele chega até o mundo material, onde o devoto pode enfim saboreá-lo.

No Sri Caitanya Caritamrta, Krishnadasa Kaviraja Goswami explica que “mali” é o sadhaka, ou, o jardineiro. Este rega diariamente sua planta. A água que se usa para regá-la nesse caso é sravanasmarana e kirtana, e o conceito de regar significa ouvir harikatha, ler o Srimad Bhagavatam, cantar os santos nomes e seguir os quatro princípios. Isto é sadhana bhakti, a devoção no estágio da prática.

Essa prática faz com que prema lata – a trepadeira de prema – ascenda até Goloka Vrndavana, onde ela manifesta de si flores e frutos. A partir do momento em que os frutos amadurecem, o praticante é capaz de saborear as doçuras de Vraja advindas do serviço a Radha e Krishna.

HARE KRSNA HARE KRSNA
KRSNA KRSNA HARE HARE
HARE RAMA HARE RAMA
RAMA RAMA HARE HARE
                                         
Realizem bhajana e sadhana, não sejam políticos nem promovam o sectarismo, e direcionem-se unicamente a guru e Krishna.

Transcrição: Krishna Mohini Debi Dasi (Cascavel/PR)

Revisão do texto: Vrndavana Chandra Dasa (Santo Antônio do Pinhal)